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Não conheço ninguém que não tenha medo (ou medos). Sei de pessoas incrivelmente corajosas, que enfrentam a vida de frente, mas até elas, lá de vez em quando, são assoladas por aquela sensação horrível de sentir o sangue a congelar nas veias, e o coração a bater descompassado no fundo da garganta. Isso é o medo, esse sentimento horrível mas inevitável com que a grande maioria de nós aprendeu a viver.

E eu não sou excepção. Não sou a maior medicras de todos os tempos, mas há uma coisa que me assusta bastante, a felicidade. Ou melhor, a ideia de que posso genuinamente ser feliz por um período prolongado de tempo. Eu sei que da lista dos medos, este parece extremamente estúpido e até paradoxal: afinal quem consegue ter medo de uma coisa tão boa? Não é disso que andamos todos à procura, da felicidade?

O que me assusta é precisamente isso: encontrar a felicidade, viver bem com ela e depois sem aviso, ve-la escapar por entre os meus dedos. É aqui que entra também a negatividade, essa sensação misteriosa de que algo vai correr mal, porque toda a situação é simplesmente demasiado boa para ser verdade.

Não sei se é de mim, ou se há mais pessoas que também sentem isso, que as coisas são demasiado perfeitas, tão boas que até assustam. Honestamente não consigo dizer como este receio começou, mas posso dizer que aos poucos apoderou-se de uma parte de mim, tanto que agora sempre que algo de bom acontece a minha reação natural passa obrigatoriamente pelo medo e pela desconfiança.

Recentemente tomei consciência de que precisava de mudar a minha maneira de pensar, mas acima de tudo de sentir. Precisava aceitar que o mundo é um lugar incerto, sobre o qual eu exerço pouco ou nenhum controle. 

Não vou dizer que tem sempre sido fácil, mas posso dizer que estou melhor. O ioga tem ajudado a descontrair, e claro tenho feito um esforço consciente para melhorar a forma como enfrento a vida. O objetivo final: viver em paz, sem medos, na certeza de que a vida levará o seu curso e eu terei sempre a resiliência necessária para enfrentar o que o futuro trouxer. Segunda a minha professora de ioga, daqui a um ano serei uma mulher diferente. Para já, apenas posso esperar  com otimismo a chegada dessa mudança.

Love S.

medo.png

 

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publicado às 21:42


1 comentário

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De Marta Moura a 04.06.2015 às 14:44

O melhor é mesmo aproveitar!

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