Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Dos dias

22.03.18

Há dias mais complicados que trazem à superfície todas as fragilidades que tentamos esconder. Há toda uma vida que nem sempre segue os nossos planos.

E depois há este mar e este sol...e já mais nada parece assim tão mau! 

 S.

IMG_20180322_190209.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:23

Chora! Admite que às vezes a dor ganha, e que então é preciso senti-la e depois deixa-la partir.

Pede! Às vezes serás ouvida e conseguirás aquilo que desejas. E quando assim o for, agradece e aproveita.Desfruta a vitória em nome de todas as vezes em que ela te é negada.

Sê sincera! Não tenhas medo de pedir, de dizer em voz alta aquilo que te vai na alma. Se nunca o deitares cá para fora como poderás ser ouvida?

Não tenhas medo de ser honesta: contigo e com os demais, pois  ninguém te irá poder ajudar se não souber do que precisas.

Sê tu mesma: não há outro caminho para a felicidade!

 S.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:38

Passados mais de 10 anos, ainda tenho presente o horror que sentia nas aulas de matemática, quando era ainda uma estudante no secundário. Nunca desenvolvi o gosto pelos números, somas e subtrações e quanto mais complexo e abstrato se tornava a matéria em estudo, mais perdida eu ficava.

Acontece que face as lições "da vida" eu sou, tantas vezes, a mesma aluna assustada e perdida, que se sentava na ultima fila da sala, encostada a amarela e que rezava baixinho para que a professora de matemática não se lembra-se de mim, e me chama-se para ir ao quadro demonstrar toda a minha incompetência perante a turma.

O que ontem começou com uma manhã animada, em eu que cantarolava "I´m on the edge of glory" enquanto preparava um pequeno-almoço reforçado, com travesseiros de Sintra, pão e uma dose generosa de café; acabou de forma imprevisível:com lágrimas e revolta perante um universo| uma vida que insiste em querer "ensinar-me" lições que eu claramente não sou capaz de aprender. No final do ataque de choro ficou apenas a frustração, a impotência e a revolta, calada mas sentida, perante a crueldade da lição repetida, vezes e vezes sem conta, sempre com o mesmo desfecho: uma demonstração da minha incompetência em lidar com uma situação, que já deveria estar resolvida.

Ontem à noite perante a impossibilidade de solucionar a situação, e ainda com uma boa dose de mágoa e revolta nas entranhas, prometi a mim mesma que ia tentar: tentar fazer melhor. E quando o dia finalmente amanheceu, depois de uma noite inquieta, e sem ter conseguido solucionar o meu problema, estou tentando cumprir a minha promessa. Estou tentando, e embora possa parecer| ser pouco, neste momento é tudo o que posso fazer.

 

Love S.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:02

Ia no carro quando ouvi na rádio uma música antiga do Nuno Guerreiro, e imediatamente lembrei-me que houve uma altura na minha vida em que tinha quase todas as canções dele no mp3 e as ouvia religiosamente todos os dias no caminho até a faculdade. E hoje,quando as primeiras batidas da canção ecoaram pelo carro, viajei 7 anos no tempo até essa época...até ele.

Não vou dizer que foi uma linda história de amor, longe disso, é verdade que houve muito carinho envolvido, mas acima de tudo houve muito desejo, muita vontade de ambos os lados. Estar perto dele era uma experiência transcendental, e não querendo entrar em clichés românticos, era como estar no centro da tempestade perfeita - a energia era terrena, palpável. 

Embora ele vivesse perfeitamente bem com isso, eu queria mais. Precisava de um compromisso, uma espécie de relação que justificasse aquele desejo absurdo e desenfreado. Durante meses lutei com tudo aquilo que sentia, sempre sem saber bem se devia travar ou deixar-me guiar pelo momento..

Mas eu nunca consegui viver no presente, no agora. E saber| sentir que ele não estava apaixonado por mim falou mais alto: eu não era pessoa para me entregar só porque sim, e apenas por umas noites (mesmo que o quisesse muito). No fim, a imagem que eu tinha construido de mim mesma falou mais alto, e nunca nada aconteceu, como devia ter acontecido. 

Nunca fiquei convicta de que havia tomado a decisão certa, mas na altura fiz o que achei mais correto e isso é tudo o que podemos exigir a nós mesmos. Hoje mesmo sabendo que o que havia entre nós era metafísico, carnal, mas igualmente efémero, arrependo-me da decisão que tomei.

Se hoje, esta canção me tivesse feito mesmo recuar no tempo, sei que o desfecho seria diferente: teria me entregado (como sempre quis) sem julgamentos e sem certezas, ou até mesmo na certeza de que teríamos só aquele momento para matar o nosso desejo.

A verdade, é que os anos passaram e a minha vida mudou mais do que eu poderia imaginar, mas aquele sentimento avassalador de trocar a minha vida por um toque, um beijo, uma única noite,nunca mais regressou.

Aquela música fez-me perceber que ainda não aprendi a viver no momento, no aqui e agora, e que continuo presa à (nova) imagem que criei para mim mesma, e talvez por isso tenha desejado tanto voltar atrás no tempo e reescrever uma velha história. E perante a impossibilidade física de o fazer, resta-me escreve-la aqui.

S.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:14

Estou fixada nesta pequena interrogação, desde que esbarrei nela há dois meses atrás. Na altura andava a fazer zapping pelas imagens do google, à procura de uma foto que retratasse o meu estado de espírito quando esta frase me encontrou: O que farias se não tivesses medo?

Após alguns segundos a olhar fixamente para o ecrã do computador, descobri que durante anos fizera, ainda que de forma inconsciente, esta questão a mim mesma: O que faria se não tivesse (tanto) medo?

Os últimos 2 anos trouxeram-me sabedoria e permitiram-me erradicar (quase vá) a ansiedade generalizada e o imenso desconforto que esta causava no meu dia a dia, mas apesar de tudo isso o medo ficou. E se normalmente até que lido bem com a sua presença (teimosa) na minha vida, há momentos em que ele duplica o seu tamanho, e torna-se tão imenso que me paralisa por completo, e eu acabo desistindo daquilo que quero| preciso fazer, porque sinto (institivamente) que vou fracassar. E, talvez, por compreender o quão limitador o medo consegue ser, dei por mim a pensar várias vezes nesta pergunta aparentemente simples.

Percebi que embora não consiga viver com o medo a 0%, nem sei se isso é humanamente possível, posso confiar em mim e acreditar que serei capaz de lidar com os contratempos, dores e sofrimentos, que possam surgir ao longo do caminho, e que mesmo que demore algum tempo, eu ficarei bem. Como em tantas outras situações na vida, não creio que haja uma resposta definitiva e universal para a questão: o que farias se não tivesses medo? mas julgo que – seria livre - poderá ser uma boa resposta.

 S.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:09

Há uns tempos encontrei por acaso esta frase, enquanto fazia um zapping digital pelo facebook. E das várias frases que por vezes encontro, esta ficou gravada no meu consciente. Por coincidência, ou não, algumas semanas depois ao folhear um livro de Yoga, deparei-me com uma folha, que marcava a transição entre dois capítulos, e que dizia: Nem todos os que vagueiam estão perdidos.

Sinto que, de alguma forma, esta frase marca o ponto em que me encontro atualmente. Durante muito tempo senti-me perdida, abandonada até. Lembro-me vagamente do terror e do desespero que senti...não havia como não o sentir. Estava "presa" a uma existência que eu não gostava, que não fazia o mínimo sentido e a quilómetros luz de distancia de tudo o que eu sempre imaginara para mim. 

Sentia-me perdida porque não sabia como, ou quando, eu iria sair do ponto escuro em que me encontrava. O medo, deixava-me petrificada, e a simples ideia de dar um passo, por mais pequeno que fosse, era inconcebível. E se? E se eu desse o passo na direção errada? E se o melhor fosse realmente permanecer quieta, alerta, tentando perceber onde estava e a partir daí, traçar um mapa que me levasse de volta ao bom caminho? E se alguém já soubesse que eu estava perdida, e estivesse a planear uma missão de salvamento? Se eu me mexesse poderia estragar tudo, e dificultar ainda mais as coisas. 

Não consigo me recordar dos primeiros passos, não sei se fui salva, se me salvei a mim mesma, ou se foi um pouco de ambas, mas literalmente quando dei por mim já estava em território familiar e a partir daí a vida seguiu o seu rumo, até ao momento em que voltei-me a perder.

Mas desta vez o sentimento foi diferente. Já não sinto aquele medo paralisante e sufocante, que me impede de agir. Estou um pouco assustada e desconfortável, admito, mas não desesperada, e apesar de não saber bem onde me encontro, os últimos dois anos trouxeram algumas mudanças pessoais, e de não ter a certeza qual o próximo passo, ou qual o caminho mais direto rumo à felicidade, eu não me sinto (assim tão) perdida.

Talvez, nem todos os que vagueiam estão, de facto, perdidos. Talvez, o mais importante, seja aceitar que nem sempre vamos saber o caminho, e que muitas vezes não vamos ter todas as respostas, mas que ainda assim, te tivermos uma dose insana de coragem, e uma dose ainda maior de fé, vamos, de alguma forma, encontrar o nosso caminho.

 

S.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:45

Gratidão!

21.11.16

Não há nada mais bonito que um coração leve e de bem com a vida. 

Acho que é a forma mais difícil, complexa, mas igualmente perfeita de encarar os dias. Com um coração cheio de amor e de fé, em vez de medo e ansiedade. Com gratidão pelo somatório de sorrisos e lágrimas, conquistas e derrotas que me conduziram até aqui. Gratidão pelo coração que bate forte e compassado no meu peito e pelo sangue quente que espalha a vida por todo o meu corpo. Enquanto estamos vivos há sempre um infinito de possibilidades à nossa espera. E por tudo isso sou muito grata!

Love S.

anjali-mudra-768x768.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:17

Imensamente feliz e grata com a chegada das primeiras chuvas! 

Love S.

14907569_10154572410725891_8166991399980897041_n.j

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:47

Quando comecei esta jornada no Yoga, eu sentia demasiado, o meu coração tinha a incrível capacidade de se entregar passionalmente a qualquer causa e eu acabava invariavelmente por sofrer. Felizmente com o Yoga veio a tomada de consciência de todo esse processo semi-inconsciente e eu consegui alguma paz interior. Infelizmente, à umas semanas a paz meteu férias e o meu coração teve uma recaída - voltei a sentir demais. Tenho para mim que a minha mente é parcialmente culpada, e que o facto de ficar fixada num só pensamento, em nada ajuda um coração que morre de vontade de se oferecer como mártir a qualquer causa, especialmente se for uma causa perdida.

Nunca percebi a minha imensa atracção por causas perdidas, não sei se EGO, instinto maternal, ou apenas um gosto sádico e inconsciente pelo sofrimento, mas não há causa perdida que não faça o meu coração bater mais forte. Especialmente quando as causas perdidas têm um par de olhos incrivelmente belos e ternurentos. Fiquei arrebatada quando percebi a quantidade de tristeza, de abandono que lhe consumia o coração. Falamos algumas vezes, muito ao de leve sobre isso, mas rapidamente as palavras tornaram-se poucas, e eu quis beija-lo, abraça-lo, absorver alguma daquela tristeza, encher-lhe o corpo e alma de felicidade. 

Quis, mas não o fiz. Em vez disso falamos, rimos, deixamos os nossos corpos perto um do outro, mas sem nunca transpor os limites da casualidade. Desde ontem que sinto cravadas no peito as palavras que nunca lhe disse, e que a vontade de voltar a sentir o corpo dele perto do meu, de inspirar fundo e saborear o cheiro ameno do seu perfume, leva-me automaticamente às lágrimas. Se estou apaixonada? Não creio, mas sinto a urgência do meu coração, em se entregar por completo e sem reversas, só para que possa salva-lo de si mesmo e de todas as tristezas que lhe consomem o peito. E eu tenho a perfeita consciência que ninguém pode salvar ninguém e que a paz interior só pode alcançada nas curvas longas e tortuosas de uma viagem de auto-conhecimento, mas ainda assim se ele me pedisse, se ele também me quisesse, eu ia.

Não sei de onde este amor ás causas perdidas, ou este complexo de salvadora de homens, mas sei que me faz mal. Que vai contra tudo o que acredito e que é um grande, GRANDE passo atrás na minha viagem até a paz interior. O Yoga trouxe-me uma nova consciência e com ela veio o gosto por uma vida serena, tranquila e em paz (comigo mesma e com os outros). Imagino que esta seja uma lição que devo aprender, e que até o fazer estou "condenada" a encontrar homens perdidos, em busca da salvação que eu nunca lhes consigo dar. 

 

Love S.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:05

Aceitação!

11.07.16

Talvez  das coisas mais difíceis que já tentei aprender. Isso e a ser paciente.

Não sei se a grande maioria das pessoas também tem problemas de aceitação, mas confesso que para mim sempre foi uma luta. Sempre foi doloroso ver-me forçada a admitir que a minha vontade não reina suprema, e que por vezes uma força superior muda-me os planos e troca-me as voltas, e acabo por ter de aceitar que perdi. Seja um potencial emprego, uma oportunidade incrível ou até mesmo alguém a quem amava demais, a aceitação sempre veio acompanhada de muita dor, mas também de muita revolta e de doses descomunais de amargura.

Tenho plena consciência do quão corrosivos esses sentimentos conseguem ser, e que de facto o caminho para a felicidade passa por não se agarrar a sonhos e expectativas, mas aceitar as coisas tal como elas são, até porque muitas vezes essa é mesmo a única solução.

 

Não posso falar muito sobre a aceitação, porque ainda vou a meio do processo de aprendizagem, mas posso dizer que a cada dia torna-se um pouco mais fácil. Para mim a mudança ocorreu quando finalmente percebi que os planos que Deus (ou aquilo em que cada um acredita) são maiores e melhores que os meus sonhos, e que muitas vezes (mais do que as que gostaria de admitir) aquilo que eu mais queria, não era o melhor para mim. Hoje tive que aceitar que algo que eu queria muito não aconteceu. Ainda houve espaço para dor, desilusão e ressentimento, mas a cada respiração o coração foi-se enchendo novamente de paz e embora eu não saiba extamente  o que vai acontecer a seguir, algo me diz que eu vou ficar bem. E eu estou muito grata por isso! 

 Love S.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:57


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D


Mais sobre mim

foto do autor