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Desilusões

21.04.16

Parte de viver neste mundo, é aprender a lidar com as desilusões. Ontem tive um dia particular desafiante, passei o dia todo a tentar não sucumbir às contrariedades, com as lágrimas a flor dos olhos, tentando não chorar. Confesso igualmente, que está início de dia está sendo igualmente complicado, e que estive novamente à beira das lágrimas. Mas quando tudo parecia perdido, apercebi-me que controlar a minha mente, faz toda a diferença.

Podia escolher ficar a remoer em todas as coisas que estavam acontecendo desde ontem, ou podia deliberadamente escolher não me deixar levar pelas circunstâncias menos boas. Podia ficar grata pelas coisas boas que o dia de ontem trouxe, e que embora não tenho acabado como eu imaginei, a verdade é que elas aconteceram e por isso estou muito grata. O resultado final de algo, não têm de tirar mérito as coisas boas que essa aconteceram pelo caminho. Tal como o facto de haver alturas em que ainda me custa permanecer no caminho certo, e fazer as escolhas certas, não tira mérito à minha viagem, nem aos benefícios que está já trouxe para a minha vida.

Preciso de me relembrar todos os dias que ainda estou a aprender, e que o mesmo é verdade para as pessoas com quem convivo. A viagem deles também ainda não está completa e é normal que em alguns momentos isso possa causar pequenos choques. E no final do dia, quando já estava na cama, pronta para dormir percebi: foi um dia difícil, em que tudo correu de forma diferente à esperada, mas eu sobrevivi. O dia já tinha terminado, e com a Graça de Deus, eu tinha sobrevivido inteira. Houve dor, desilusão e alguma revolta, mas o tempo cumpriu o seu papel e trouxe um novo dia. E embora este dia não tenha começado da melhor maneira, vou ficar consciente e atenta a todas as coisas boas que este dia ainda pode trazer.

Consciência. Atenção. Perseverança. Fé. Tempo. É tudo o que precisamos para sobreviver aos dias difíceis.

Love S.

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publicado às 15:29

Mudam-se os tempos, mas nem sempre se mudam as vontades.

Quando comecei esta viagem, não sabia bem o que esperar, até porque ao contrário de todas as outras viagens, esta não foi propriamente planeada. Foi um ato de desespero, o grito do Ipiranga, precisava urgentemente de retirar todo o stress e a ansiedade do meu dia-a-dia, precisava de noites de sono, tranquilas e restauradoras... precisava de paz. Todo o meu corpo, mente e espírito gritavam: PAZ.

Comecei no Yoga por acaso, procurei soluções naturais para combater o stress e a ansiedade, e a palavra Yoga aparecia repetidas vezes no motor de busca, e foi essa a principal razão que me levou a querer experimentar. Claro que já sabia um pouco, muito pouco, sobre o Yoga, já tinha feito no ginásio algumas aulas de body relax e body balance, e senti um desejo imenso de mergulhar de cabeça no Yoga. Na verdade não tinha muitas alternativas, os meus níveis de ansiedade subiam todos os dias, e só tinha 2 opções: ou dava uma oportunidade ao Yoga, ou marcava rapidamente uma consulta de psiquiatria e implorava ao médico uma dose cavalar de calmantes. 

Naquela altura o Yoga pareceu-me a opção certa para mim. Hoje sei que foi, muito provavelmente das melhores decisões que já tomei e estou imensamente grata pela paz e pela serenidade que aos poucos fui descobrindo e conquistando. Posso afirma,r com algum grau de certeza, que a minha vida mudou para melhor, em muitos aspectos. A nível físico, mental e espiritual esta viagem está sendo gratificante e sinto que aos poucos vou-me descobrindo... não imaginam o quanto eu era um segredo para mim mesma.

Mas há um outro tanto que permanece imutável. Assumi recentemente que tenho um grave problema de aceitação. É com grande desconforto que reconheço e assumo que tenho dificuldades em aceitar certas coisas, certos traços de personalidade tanto em mim mesma, como nos outros. Tenho plena consciência que cada um é como é, e acreditem que não tenho qualquer desejo de mudar ninguém, já é suficientemente difícil tentar melhorar enquanto pessoa. Mas nada disso torna a aceitação mais fácil. 

Podia gastar rios de tinta sobre o porquê de ser difícil, aceitar o "lado lunar", nas palavras de Rui Veloso, das pessoas que me são mais próximas, mas não quero ser maçadora. Acredito que todos nós, idealizamos um pouco as pessoas à nossa volta, e que quando confrontados com algumas atitudes que fogem da imagem idealizada, ficamos magoados, revoltados, feridos. Acredito igualmente que na maioria das vezes, não houve qualquer intensão de nos magoar ou ferir... a pessoa estava simplesmente sendo ela própria. 

Não faço ideia de como deixar de idealizar as pessoas, ou de como as aceitar, ao ponto de não ficar magoada ou sentida com algumas atitudes, por isso mesmo é que assumo: Olá, o meu nome é S. e tenho um problema de aceitação. Afinal mudam-se os tempos, mas muitas coisas permanecem iguais.

Love S.

 

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publicado às 12:49

Podia dizer muito mais, mas acho que esta imagem resume bem, o que desejo para 2016! Haja saúde, paz, muito amor e felicidade no coração de todos nós.

Love S.

 

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publicado às 22:33

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03.12.15

 

Depois de algum tempo ausente, estava a precisar de voltar ao blog, voltar aquilo que me dá tanto prazer: escrever.

A vida, por vezes, muda rápido demais e exige muito jogo de cintura acompanhar todas essas mudanças. E nesse eterno jogo de ajuste e reajuste, algumas coisas (importantes) acabam por ficar para trás. É algo que não deveria acontecer, nunca devemos desistir do alimento da alma. Acredito verdadeiramente que todos precisamos de um sonho, um projeto, um negócio, de "combustível" para a alma e para o intelecto.

O meu "combustível" é escrever. Eu já escrevo desde criança, assim que fui para a escola e comecei a rabiscar as primeiras letras, descobri um refugio secreto, um escape, mas acima de tudo um grande e longo amor, que por vezes esmorece, mas nunca me abandona. Num mundo mais que perfeito, a escrita seria a minha principal atividade profissional, e apesar de ter consciência de que é um feito muito difíci de alcançar, isso não é de todo o mais importante. O mais importante é escrever, pelo prazer que retiro da escrita, porque há imenso de mim que quero partilhar, e porque de todas as formas que poderia utilizar para me expressar, nenhuma é tão completa, tão perfeita como a escrita.

Não importa o sonho que carregamos dentro de nós, o que importa é que tenhamos sempre coragem de o alimentar.

Love S.

a vida é  movida.blog.jpg

 

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publicado às 13:15

Posso confessar que das coisas que mais prazer me dá é viajar. Não, não viajo muito, ainda não pude ir aos lugares que mais gostava de conhecer, mas sempre que posso gosto de viajar, mesmo que seja para lugares aqui perto.

A viagem deste ano foi um tanto inesperada, não pensava ir de férias, não andava com muito tempo para planear e marcar uma viagem, sinceramente nem sabia ao certo quando ia terminar este semestre. Mas assim do nada surgiu uma oportunidade e eu nem pensei duas vezes. Estava cansada, precisava desconectar-me do mundo... tudo o queria era uma semana sem televisão, sem telejornais, sem computador e com a utilização do telemóvel limitada a tirar fotografias e a ligar para casa no final de cada dia.

Acabei usando o telemóvel mais do que esperava, mas tudo o resto foi cumprido!! Além do imenso prazer que é poder esquecer o resto do mundo durante X dias, viajar faz bem à alma. Acredito que é preciso sair de onde estamos para poder ver a realidade com mais clareza, que aprendemos imenso cada vez que visitamos novos países e descobrimos novas culturas. Gosto de explorar ao máximo os sítios para onde vou, tento deslocar-me sempre de autocarro ou a pé, mesmo que isso implique algumas dores nas pernas ao fim do dia. Não há como "mergulhar" no desconhecido, passear no meio das ruelas, conhecer a vida de cada cidade além dos pontos assinalados nos roteiros turísticos. Para mim viajar é isso: é perder-me num mar de ruas e pessoas que não conheço e sair de cada lugar com saudades e com uma vontade imensa de lá voltar.

Esta viagem foi a que mais me marcou. Pela beleza do local, pela paz e pela calma que emanava e pelo sentimento de pertença inesperado que senti.... descobri uma casa longe de casa a qual gostaria muito de regressar um dia.

 

Love S.

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publicado às 15:37

A vida dá muitas voltas! É talvez das frases feitas, de pseudo-sabedoria que mais vezes oiço, mas que apesar disso não deixa de ser uma grande verdade. Quando as 12 badaladas do primeiro dia de 2015 irromperam, estava longe de imaginar que tanta coisa ia acontecer nos primeiros 7 meses do ano.

Podia falar das coisas menos boas, dos sobressaltos inesperados, mas como aprendi recentemente não devemos dizer coisas más em voz alta, por isso também não as vou publicar aqui. Prefiro pensar nas coisas boas, e uma delas é ter concluído  este 1º ano de curso.

Se é verdade que as aulas já acabaram há muito, andava com uma nota pendente e  que só agora foi lançada. Fiquei muito feliz, depois de tanto sacrifício, da aflição de não saber se ia conseguir entregar todos os trabalhos a tempo, depois de noites infidáveis à volta do computador, em que apenas a teimosia e querer adiantar trabalho mantinha-me acordada até ás 2h da manhã, todo este caos e loucura foi compensado: estou 1 ano mais perto do meu objetivo final.

Tive imensas dúvidas se conseguiria, e muitas vezes perante a quantidade e exigência dos trabalhos achei que tinha cometido um erro, duvidei de mim mesma e da minha capacidade mental de terminar este ano. Foi mais difícil e desafiante do que esperava, mas por esse mesmo motivo, mais compensador.

Foi um ano (lectivo) de lágrimas, acompanhadas de uma  boa dose de desespero e stress, mas também de muitas gargalhadas, muitos momentos de orgulho e de sonhos que à partida não esperava concretizar. 

A que devo o sucesso deste ano: a doses descomunais de força de vontade (que nem sabia que tinha), ao apoio e carinho que recebi, especialmente na parte final e também as aulas de ioga, que deram-me a serenidade e a tranquilidade para seguir em frente nas horas de maior ansiedade.

Resta-me aproveitar este breve período de férias, aproveitar o sol e a água salgada e armazenar energias para o 2º ano. Boas férias a todos :)

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Love S.

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publicado às 12:40

Não conheço ninguém que não tenha medo (ou medos). Sei de pessoas incrivelmente corajosas, que enfrentam a vida de frente, mas até elas, lá de vez em quando, são assoladas por aquela sensação horrível de sentir o sangue a congelar nas veias, e o coração a bater descompassado no fundo da garganta. Isso é o medo, esse sentimento horrível mas inevitável com que a grande maioria de nós aprendeu a viver.

E eu não sou excepção. Não sou a maior medicras de todos os tempos, mas há uma coisa que me assusta bastante, a felicidade. Ou melhor, a ideia de que posso genuinamente ser feliz por um período prolongado de tempo. Eu sei que da lista dos medos, este parece extremamente estúpido e até paradoxal: afinal quem consegue ter medo de uma coisa tão boa? Não é disso que andamos todos à procura, da felicidade?

O que me assusta é precisamente isso: encontrar a felicidade, viver bem com ela e depois sem aviso, ve-la escapar por entre os meus dedos. É aqui que entra também a negatividade, essa sensação misteriosa de que algo vai correr mal, porque toda a situação é simplesmente demasiado boa para ser verdade.

Não sei se é de mim, ou se há mais pessoas que também sentem isso, que as coisas são demasiado perfeitas, tão boas que até assustam. Honestamente não consigo dizer como este receio começou, mas posso dizer que aos poucos apoderou-se de uma parte de mim, tanto que agora sempre que algo de bom acontece a minha reação natural passa obrigatoriamente pelo medo e pela desconfiança.

Recentemente tomei consciência de que precisava de mudar a minha maneira de pensar, mas acima de tudo de sentir. Precisava aceitar que o mundo é um lugar incerto, sobre o qual eu exerço pouco ou nenhum controle. 

Não vou dizer que tem sempre sido fácil, mas posso dizer que estou melhor. O ioga tem ajudado a descontrair, e claro tenho feito um esforço consciente para melhorar a forma como enfrento a vida. O objetivo final: viver em paz, sem medos, na certeza de que a vida levará o seu curso e eu terei sempre a resiliência necessária para enfrentar o que o futuro trouxer. Segunda a minha professora de ioga, daqui a um ano serei uma mulher diferente. Para já, apenas posso esperar  com otimismo a chegada dessa mudança.

Love S.

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publicado às 21:42

Sexta-feira foi o culminar de uma semana esgotante. Desde o início de Maio, que os dias passam a correr, o trabalho vai-se acumulando e já nem o ioga é capaz de me manter num estado "zen". Com o cansaço a acumular torna-se difícil descontrair e aproveitar os bons momentos.

Admito, que tal como muitas pessoas, tenho uma cegueira inata que afeta a minha visão, e torna-me incapaz de ver o lado bom da vida, e das pessoas que a tornam tão especial. Pensando seriamente nisso, sim, é verdade que estou sobrecarregada de  trabalho, que todos os dias procuro uma resposta positiva que me permitia sair do desemprego. Sim, é verdade que nem sempre as coisas correm como eu quero, que oiço muitos nãos e que o acumular destas situações é desgastante.

Mas no meio de tudo isto há tanta coisa boa, há ,acima de tudo, pessoas boas, que me adoram mesmo quando estou cansada e sem tempo. Pessoas que arrancam o melhor de mim e que me fazem querer ser um ser humano melhor. 

Sei que é demasiado fácil ver o mal (afinal parece que ele está em todo o lado) mas acredito que com um pequeno "treino" mental é possível ver o bem também. As pequenas coisas boas que acontecem quando estamos distraídos a pensar num mal maior. As pessoas a que nos habituamos a ter por perto e que ,tantas vezes, nos esquecemos de lhes dar valor. 

Hoje ao pensar nisso, resolvi em vez de pedir mais, agradecer, ficar grata por tudo o que tenho, pelo que conquistei e acima de tudo, pelas pessoas incríveis que dão cor aos meus dias. Não sei o que seria de mim sem elas.

Love S.

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publicado às 23:09

Gostava que o meu dia tivesse 48 horas ou mais. Penso que muitas pessoas, e pelos mais diversos motivos, diriam o mesmo. No meu caso preciso de mais tempo para ler a crescente montanha de livros que vou acumulando na minha secretária, para acabar todos os trabalhos pendentes antes da data limite, tempo para procurar trabalho, entregar currículos e infelizmente a lista continua.

Acima de tudo sinto imensamente, que preciso de mais tempo para mim. Para cuidar de mim. Preciso de tempo para fazer aquilo que gosto, sem remorsos, sem pensar que poderia utilizar essas horas para fazer de algo útil, para trabalhar mais um pouco.

Ontem reservei o domingo para a família e de manhã cedo, fomos todos para o campo. O dia não estava muito agradável, mas ainda assim, deu para respirar ar puro, percorrer uns trilhos, e na teoria foi bom para relaxar. Teria sido o dia perfeito se não tivesse o cérebro inundado com todas as coisas que eu tinha para fazer e que esse dia, de passeio idílico, tinha atrasado ainda mais.

É uma situação frustrante mas que acredito que aconteça a quase todos nós. Penso que na correria do dia-a-dia, perdemos noção do que é realmente importante: arranjar tempo para descontrair, para reencontrar as pessoas de quem mais gostamos, para amar, tempo para as coisas e pessoas que nos fazem o coração bater mais forte.

E hoje eu fiz isso. Mesmo sem muito tempo fui a minha aula de Ioga, consegui relaxar, dentro do possível, e quando realizamos no final da aula o exercício de meditação, estava tão relaxada que era capaz de adormecer ali mesmo, em paz. Depois vim para casa sem pressa, a ouvir música e a curtir aquela "estranha" e rara sensação de bem estar.

Hoje, para variar, fui uma prioridade na minha própria vida e isso soube mesmo bem.

Love S.

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publicado às 21:56

Ioga

05.05.15

Hoje resolvi aventurar-me numa aula de Ioga. Já andava a matutar nisto há algum tempo, já tinha pesquisado os benefícios do ioga para o corpo e mente, depois foi só encontrar um local que gostasse. Acabei por encontrar a Escola da Felicidade. Gostei do nome, muito apropriado para uma escola de Ioga, e gostei, acima de tudo, do lugar onde estava situada, já que não queria| podia gastar dinheiro em transportes,  precisava de um local que ficasse relativamente perto de casa.

Hoje foi a primeiríssima aula, embora confesse que já tinha feito aulas de bodyrelax que utiliza algumas das posições do Ioga, foi uma experiência completamente nova. A aula é exigente ao nível da flexibilidade e da coordenação (e eu sou muito má a ambas), tentei acompanhar as restantes participantes, enquanto a professora pacientemente corrigia as minhas posições.

Resultado: estou ligeiramente dorida, pois há imenso tempo que não fazia exercício, mas desejosa pela próxima aula. Ainda não consegui atingir o relaxamento mental, o sentimento de comunhão com o universo de que falava a professora, mas saí da aula com uma sensação de leveza no corpo, como se todo o stress e a tensão acumulada tivessem desaparecido. Agora é esperar que a sensação de bem estar se alastre pelo corpo todo e atinja a minha mente. Mas assim de repente, saí a pensar que podia ser realmente feliz na Escola da Felicidade.

Love S.

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publicado às 21:59


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